terça-feira, 31 de dezembro de 2013

É tempo de tirar esqueletos do armário!

Todos os anos por esta altura, geralmente marcada pela falta de liquidez, costumo alertar para a importância de equilibrar posições ganhadoras e perdedoras. O ano fiscal está prestes a terminar e, em 2014, quando estivermos a preencher o IRS, vamos agradecer este pequeno esforço.
Não vou falar da lei que rege as mais-valias, não serei certamente a melhor pessoa para o fazer já que eu próprio tenho de a ir consultar todos os anos para me orientar. Mas há uma dica simples que não poderia deixar de referir.  Considerando que só serão taxadas as mais-valias, é importante fazer o rollover das posições. Vamos a exemplos concretos:
Caso 1: Imagine-se o caso de um investidor que tem 5000€ de perda em posições já fechadas mas comprou BCP há uns dias e a posição está a render-lhe 3000€. Este investidor acredita que o BCP vai continuar a subir e não se quer desfazer da posição. Então só tem de vender a posição e comprá-la a seguir novamente ao mesmo preço para poder aproveitar os 5000€ de prejuízos para não pagar futuramente os 3000€ de ganhos entretanto gerados. Neste exemplo o investidor não pagaria qualquer valor de mais-valias! Gastava 14€ em comissões mas assegurar-se-ia que se o próximo ano fosse bom teria menos 3000€ de lucros para pagar futuramente.
Caso 2:Imagine-se o caso de um investidor que tem 5000€ de lucros em posições já fechadas mas comprou Banif durante o ano e tem nessa posição aberta uma perda até à data de 3000€ face ao valor de compra. Este investidor acredita mesmo que o Banif vai subir em breve e não se quer desfazer da posição. Então só tem de vender a posição e comprá-la a seguir novamente ao mesmo preço para poder abater aos 5000€ de lucro os 3000€ de perda. Neste exemplo o investidor pagaria assim mais-valias sobre apenas 2000€! Gastava 14€ em comissões mas pouparia 840€ em IRS.
É verdade que, neste último caso, se o ano 2014 correr bem as mais-valias terão igualmente de ser pagas. Ou pelo menos terão de ser chutadas novamente para 2015 . Pessoalmente eu gosto sempre de ter uma almofada financeira para um ano que venha menos positivo. E, como diz o ditado, pagar impostos e morrer quanto mais tarde melhor!

Texto bastante interessante para aprendizes como eu. Retirado de Surfar a Tendência.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O primeiro gráfico dos CTT

Cerca de um mês depois do início de cobertura a este fenómeno capitalista, a OPV dos CTT, tivemos finalmente o dia de estreia em bolsa! E foi uma estreia à Americana, carregada de emoções fortes! Deixo assim o gráfico do primeiro dia em velas de 5 minutos. O que começou por ser um surpreendente arranque, com 7% acima do valor da OPV, acabou em fecho junto ao agora suporte, os 5,52€ que estiveram na origem desta operação. O dia foi extremamente diverso, tão diverso que permitiu ganhos aos investidores de curto prazo e um moralizador fecho acima da linha de água aos investidores de médio e longo prazo.
Analisando o dia de forma algo superficial não tenho dúvidas de que terá havido compras institucionais no arranque da cotação. Só essas compras permitiriam uma abertura a 5.9€ quando o pânico se começava a instalar entre os pequenos investidores, só essas compras contribuiriam para que se transaccionassem tantos títulos na primeira meia hora de sessão como em todo o resto do dia. Nem poderia deixar de ser assim! Quem pretende fazer compras estratégicas não compra 150 acções de cada vez, compra os dumps...
Ao longo do dia recebi vários e-mails com dúvidas e comentários, sobretudo quando a cotação começou a ceder. Se me perguntarem o que eu acho do curto prazo, já o disse. O arranque foi surpreendente e os 7% de ganho não deveriam ter sido desaproveitados por quem entrou para vender rapidamente. Afinal, estamos a falar de uma valorização correspondente a 3 anos de depósitos a prazo na CGD!
Para quem está pelo longo prazo, as oscilações diárias são irrelevantes. Tanto faz um dia acima como dois abaixo, interessa é o balanço final. Pessoalmente levava uma estratégia dupla para o dia de hoje. Acabei por ficar com mais acções do que esperava no rateio e aproveitei a euforia do início da sessão para me desalavancar significativamente. A posição base é de médio prazo e por isso não será de todo recomendável ir vibrando com as oscilações diárias. Como tive oportunidade de comentar na página do blog no facebook, o acompanhamento contínuo da oscilação das cotações funciona como um inimigo dos position traders, é indutor de stress e ansiedade. E esses dois componentes são os principais ingredientes para a negociação irracional (a somar ao medo e à ambição).
Deixarei de acompanhar de forma tão próxima esta empresa e recomendo a todos os que pretendem negociar o médio prazo que façam o mesmo. Este post encerra assim a saga CTT! Como sempre acontece, haverá um update oportuno logo que o gráfico comece a definir uma tendência.
Pensamento final: A queda que a Galp teve nas duas primeiras sessões após a OPV não a impediu de subir 235% no espaço de um ano ;)
 
in Surfar a Tendência

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Procura por ações dos CTT é 9 vezes superior à oferta

A procura por ações dos CTT foi nove vezes superior à oferta, foi divulgado hoje na sessão especial de bolsa para apuração dos resultados da oferta pública de venda. 98% dos investidores da OPV são portugueses.
As ações dos CTT vão começar a ser negociadas na bolsa portuguesa esta quinta-feira, às 10h30.
Os CTT atraíram mais de 20 mil pequenos investidores e, no terceiro dia, a procura por ações já tinha superado a oferta. A maior parte dos investidores ficou com entre 100 a 500 ações.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Bolsa cai pela primeira vez em cinco sessões

A bolsa nacional encerrou a sessão a desvalorizar pela primeira vez em cinco dias, com a EDP e a Jerónimo Martins a pressionarem. No resto da Europa a tendência também é de perdas com o índice de referência a desvalorizar mais de 1%.
O índice PSI-20 recuou 0,63% para 6.498,16 pontos, com seis cotadas a valorizarem e 13 a perderem terreno. Uma encerrou inalterada face ao valor de fecho da véspera.
 Entre as principais praças europeias a tendência também é de perdas, com o índice europeu Stoxx 600 a perder 1,43% para 319,45 pontos e a registar a maior desvalorização desde 27 de Agosto.
 Por cá, entre as cotadas que mais pressionaram está a EDP, que desvalorizou 1,70% para 2,725 euros por acção. O banco Goldman Sachs cortou o preço-alvo em 5% para 2,10 euros por acção. A avaliação confere uma perda potencial de 25% aos títulos e justifica a manutenção da recomendação de “vender”.
Já a subsidiária para as energias alternativas, EDP Renováveis, recuou 0,59% para 3,907 euros por acção e a REN, que gere a rede eléctrica nacional, encerrou inalterada nos 2,25 euros.
Também a pressionar esteve a Jerónimo Martins, que depreciou 1,27% para 14,755 euros por título.
A construtora Mota-Engil foi a cotada que mais desvalorizou no índice principal, ao perder 2,12% para 4,581 euros. Ainda assim, a construtora acumula uma valorização de 190%, desde o início do ano, sendo que a cotada registou uma forte valorização nas últimas semanas.
A empresa anunciou a dispersão de capital da sua subsidiária para o negócio em África, que vai ser admitida à cotação em Londres.
O restante sector da construção também negociou em forte alta, nas últimas sessões. A Teixeira Duarte, que não integra o PSI-20 fechou o dia nos 0,93 euros, inalterado face ao valor da véspera. A Soares da Costa, que anunciou a entrada de António Mosquito no seu capital e também chegou a mais do que triplicar o seu valor de mercado, desde o início do ano, também encerrou inalterada nos 0,36 euros.
Pela positiva, destacou-se a Portucel que avançou 1,86% para 2,954 euros. Entre as restantes cotadas do sector, a Altri progrediu 0,32% para 2,528 euros, enquanto a “holding” Semapa encerrou praticamente inalterada ao descer 0,07% para 8,194 euros.
O Banco Comercial Português também encerrou em alta, ao avançar 0,66% para 0,1377 euros. Contudo, recuou do máximo de Setembro de 2011 em que chegou a negociar durante a sessão, ao transaccionar nos 0,14 euros por título.
Já o Banif perdeu 2,11% para 0,0093 euros (0,93 cêntimos) e o BES recuou 0,1% para 1,019 euros. O BPI declinou 0,42% para 1,18 euros.