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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O primeiro gráfico dos CTT

Cerca de um mês depois do início de cobertura a este fenómeno capitalista, a OPV dos CTT, tivemos finalmente o dia de estreia em bolsa! E foi uma estreia à Americana, carregada de emoções fortes! Deixo assim o gráfico do primeiro dia em velas de 5 minutos. O que começou por ser um surpreendente arranque, com 7% acima do valor da OPV, acabou em fecho junto ao agora suporte, os 5,52€ que estiveram na origem desta operação. O dia foi extremamente diverso, tão diverso que permitiu ganhos aos investidores de curto prazo e um moralizador fecho acima da linha de água aos investidores de médio e longo prazo.
Analisando o dia de forma algo superficial não tenho dúvidas de que terá havido compras institucionais no arranque da cotação. Só essas compras permitiriam uma abertura a 5.9€ quando o pânico se começava a instalar entre os pequenos investidores, só essas compras contribuiriam para que se transaccionassem tantos títulos na primeira meia hora de sessão como em todo o resto do dia. Nem poderia deixar de ser assim! Quem pretende fazer compras estratégicas não compra 150 acções de cada vez, compra os dumps...
Ao longo do dia recebi vários e-mails com dúvidas e comentários, sobretudo quando a cotação começou a ceder. Se me perguntarem o que eu acho do curto prazo, já o disse. O arranque foi surpreendente e os 7% de ganho não deveriam ter sido desaproveitados por quem entrou para vender rapidamente. Afinal, estamos a falar de uma valorização correspondente a 3 anos de depósitos a prazo na CGD!
Para quem está pelo longo prazo, as oscilações diárias são irrelevantes. Tanto faz um dia acima como dois abaixo, interessa é o balanço final. Pessoalmente levava uma estratégia dupla para o dia de hoje. Acabei por ficar com mais acções do que esperava no rateio e aproveitei a euforia do início da sessão para me desalavancar significativamente. A posição base é de médio prazo e por isso não será de todo recomendável ir vibrando com as oscilações diárias. Como tive oportunidade de comentar na página do blog no facebook, o acompanhamento contínuo da oscilação das cotações funciona como um inimigo dos position traders, é indutor de stress e ansiedade. E esses dois componentes são os principais ingredientes para a negociação irracional (a somar ao medo e à ambição).
Deixarei de acompanhar de forma tão próxima esta empresa e recomendo a todos os que pretendem negociar o médio prazo que façam o mesmo. Este post encerra assim a saga CTT! Como sempre acontece, haverá um update oportuno logo que o gráfico comece a definir uma tendência.
Pensamento final: A queda que a Galp teve nas duas primeiras sessões após a OPV não a impediu de subir 235% no espaço de um ano ;)
 
in Surfar a Tendência

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Procura por ações dos CTT é 9 vezes superior à oferta

A procura por ações dos CTT foi nove vezes superior à oferta, foi divulgado hoje na sessão especial de bolsa para apuração dos resultados da oferta pública de venda. 98% dos investidores da OPV são portugueses.
As ações dos CTT vão começar a ser negociadas na bolsa portuguesa esta quinta-feira, às 10h30.
Os CTT atraíram mais de 20 mil pequenos investidores e, no terceiro dia, a procura por ações já tinha superado a oferta. A maior parte dos investidores ficou com entre 100 a 500 ações.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Conselhos da Proteste Investe para a Privatização dos CTT

Os CTT vão fazer a sua estreia bolsista no dia 5 de dezembro mas o período de subscrição das ações decorre até 2 de dezembro. A empresa é líder em Portugal, tem um baixo risco e distribui bons dividendos. Dado o intervalo de preços, a ação está entre barata e correta, mas aconselhamos a subscrição.

Líder em Portugal - Após vários anos sem haver uma Oferta Pública de Venda (OPV) na bolsa nacional, a última tinha sido a EDP Renováveis em 2008, os CTT vão entrar em bolsa.A empresa é a líder histórica do setor postal em Portugal, com uma quota de mercado de 95%, detendo a concessão exclusiva do serviço postal universal até ao final de 2020. Os CTT prestam ainda serviços de expresso e encomendas, detendo uma quota de 29% em Portugal e estando presentes também em Espanha e Moçambique. Além disso, o grupo opera ainda nos serviços financeiros (distribuição de produtos de poupança e seguros, serviços de pagamento e cobrança, etc), tendo atualmente pendente um pedido de autorização ao Banco de Portugal para a constituição de um banco postal. A atividade de serviços financeiros só pesa 8% no volume de negócios (VN) mas é a mais rentável.

Contexto setorial - O contexto do setor não é o mais favorável, dado que o tráfego postal em Portugal tem diminuído a um ritmo de 5,3% ao ano no período de 2008 a 2012. Esta tendência tem-se refletido num contínuo recuo do VN dos CTT nos últimos anos, já que o crescimento das outras atividades (expresso e encomendas e serviços financeiros) não tem compensado a quebra do negócio histórico. O crescimento da Internet, das comunicações móveis e eletrónicas é uma tendência estrutural que tem originado uma quebra na utilização do correio físico. Em contrapartida, a adoção de novas tecnologias tende a levar os consumidores a utilizar cada vez mais os canais online para efetuar compras, fazer pagamentos, etc, o que é uma oportunidade para os CTT crescerem ao nível das encomendas associadas ao comércio eletrónico.

Pontos fortes - Um dos maiores trunfos da empresa é a distribuição de bons dividendos. Se for cumprido o que está previsto (distribuição de mais de 90% dos lucros), o rendimento líquido do dividendo será de 6% em 2013 e 4,7% em 2014, considerando o valor médio (4,81 euros) do intervalo de preços predefinido para a oferta (4,10 a 5,52 euros por ação), sendo um dos mais elevados da bolsa nacional.Outro dos pontos fortes dos CTT é a sua boa solidez financeira, já que quase não tem dívida financeira e detém uma forte posição de liquidez no seu balanço (a rubrica “caixa e equivalentes” corresponde a 52% do ativo). Além disso, apesar da quebra do VN, os CTT têm aumentado a geração de cash-flow e melhorado a sua rentabilidade operacional à custa de reduções de custos, sobretudo com pessoal (não substituição das pessoas que se reformam), sendo uma das empresas europeias do setor com margem EBITDA mais alta, acima de 14%. A redução de trabalhadores deverá manter-se nos próximos anos, até porque a estrutura do quadro de pessoal é relativamente envelhecida.Por fim, apesar do mercado postal ter sido liberalizado em abril de 2012, a posição de liderança dos CTT nos mercados de correio e encomendas é uma vantagem competitiva importante face à concorrência, permitindo beneficiar mais facilmente de significativas economias de escala.

Pontos fracos - Para além de operar num setor em declínio estrutural, os CTT têm ainda uma excessiva dependência de alguns grandes clientes, entre eles o Estado, e do mercado nacional, que é responsável por quase 90% do VN do grupo. Logo, a atual conjuntura económica negativa em Portugal deverá continuar a afetar a procura dos serviços prestados pelo grupo e, consequentemente, os resultados da empresa.
Outro fator de risco é o facto de não se conhecer bem a estratégia futura do grupo, nomeadamente a nível da sua eventual expansão internacional e da atividade de serviços financeiros, caso o banco postal não possa ser criado.
 

Detalhes da operação - A privatização dos CTT será feita mediante uma Oferta Pública de Venda (OPV) e uma venda direta a investidores institucionais. O número máximo de ações que o Estado irá alienar corresponde a 70% do capital da empresa (14% destinados à OPV) e o intervalo de preços predefinido varia de 4,10 a 5,52 euros por ação. O preço final apenas será conhecido a 3 de dezembro, um dia antes da sessão especial de bolsa para apuramento dos resultados da oferta.No que toca à OPV, o período de subscrição decorre entre as 8h30m do dia 19 de novembro e as 15h00 do dia 2 de dezembro, sendo que as ordens de compra enviadas até dia 25 (inclusive) beneficiam de um coeficiente de rateio 100% superior. Todas as ordens só podem ser revogadas até ao dia 26 de novembro (inclusive) e a atribuição das ações será feita em múltiplos de 10. Ao contrário do habitual, a operação terá apenas duas tranches: uma para o público em geral, cuja subscrição máxima é de 25.000 ações por investidor, e outra para trabalhadores dos CTT, que podem subscrever até 2500 títulos. Estes últimos beneficiam de um desconto de 5% sobre o preço que vier a ser fixado mas não poderão vender as ações durante 90 dias (período de indisponibilidade vigorará até 5 de março de 2014). Logo, não há a tradicional tranche de pequenos subscritores, que costumava beneficiar de um desconto.Realce ainda para o facto de a operação não conferir direito a qualquer benefício fiscal em sede de IRS, tal como já tinha acontecido nas OPV referentes às privatizações da Galp Energia (em 2006) e da REN (em 2007).

Avaliação e conselho - Nos primeiros nove meses do ano, os CTT acumularam um lucro de 0,30 euros por ação, uma subida de 28% face a igual período de 2012 originada sobretudo por reduções de custos e por um elevado montante de provisões em 2012. O VN manteve a tendência de queda (-2%), embora menos acentuada fruto de uma política de aumento dos preços de alguns produtos e serviços. Para 2013, 2014 e 2015, prevemos lucros de 0,34, 0,35 e 0,37 euros por ação, respetivamente.A amplitude do intervalo de preços (4,10 a 5,52 euros) é grande, pelo que avaliamos a ação entre barata e correta. O risco do título (2 numa escala de 1 a 5) é baixo e o rendimento do dividendo é elevado. Assim, se tiver disposto a correr o risco de investir em ações e numa perspetiva de longo prazo, aconselhamos a subscrição dos títulos dos CTT, de preferência até 25 de novembro para beneficiar de um coeficiente de rateio superior.


in Proteste Investe

 

Portugueses subscrevem mais 8,2 milhões de acções dos CTT

Procura voltou a aumentar, superando já em 8,72 vezes o número de títulos destinados aos pequenos investidores. Entre os trabalhadores o entusiasmo continua reduzido.
Os pequenos investidores subscreveram mais 8,2 milhões de acções durante o dia de hoje, aumentando o total de títulos solicitados nesta tranche para 137 milhões de acordo com os dados divulgados pela Parpública. A procura está já 8,7 vezes acima da oferta, facto que fará aumentar o rateio aquando do apuramento dos resultados da Oferta Pública de Venda (OPV) dos CTT.
 “De acordo com a informação disponível no Serviço de Centralização de Ordens em Ofertas Públicas da Euronext Lisbon, às 19h00 do dia 27 de Novembro de 2013, as declarações de aceitação emitidas pelos destinatários da OPV dos CTT, na sequência das ordens dirigidas aos respectivos intermediários financeiros, revelam uma procura de 6,61 vezes o número total de acções objecto da OPV dos CTT”, revela a Parpública em comunicado enviado à CMVM.
 A procura é mais expressiva na tranche do público em geral, que exclui os trabalhadores. Nesta, ascende a 8,72 vezes a oferta, considerando o número de títulos solicitados durante o dia de hoje. Esta terça-feira, último dia em que as ordens poderiam ser revogadas, o rácio entre a procura e a oferta tinha caído para 8,19 vezes, com os pequenos investidores a cancelarem seis milhões de títulos.
 Dado que a procura nesta tranche supera já largamente o número de títulos disponibilizados, é expectável que o rateio seja elevado. Ou seja, que estes investidores recebam bem menos acções do que as que pediram, sendo que quem deu ordem até segunda-feira (ainda durante a primeira fase) tem vantagem face aos que acorreram à segunda fase. O coeficiente de rateio é 100% superior.
Enquanto na tranche do público em geral se verifica já uma procura bem superior à oferta, entre os trabalhadores não há o mesmo entusiasmo com as acções da empresa onde exercem funções. A procura ascende a 1,49 milhões de títulos quando estão reservados 5,25 milhões acções a um preço 5% abaixo daquele que for fixado para a OPV.
 Até hoje, e quando faltam apenas três dias úteis para que sejam dadas ordens de compra sobre os títulos, a procura nesta tranche chega a apenas 29% da oferta. No final da operação, se se verificar que estes títulos não foram subscritos pelos trabalhadores dos CTT poderão passar para a tranche do público em geral contribuindo para aliviar um pouco o rateio.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Vale a pena comprar acções dos CTT?

Prevendo-se um post extenso e potencialmente maçador, deixo desde já - para alívio dos mais apressados - a resposta à pergunta anterior: sim, na minha opinião vale a pena comprar acções dos CTT. E valerá a pena comprá-las a partir da OPV? Hum, quanto a isso já não estou tão certo. Vamos por partes...
Tinha deixado anteriormente uma estimativa sobre qual seria na minha opinião o valor justo para os CTT. Estando o intervalo de venda encaixado no limite inferior da minha avaliação não me vou estender nessa parte. Enquanto contribuinte esperava mais, enquanto investidor não esperava melhor. Considerando o pior cenário, a fixação do preço nos 5,52€, teríamos uma yield de 7,24 % e um PER de 13. Se os CTT tivessem capacidade para manter este nível de distribuição de lucro, o negócio pagar-se-ia na sua totalidade (em teoria) ao fim de 13 anos. Infelizmente é pouco provável que tenha, pelo menos nos actuais moldes.
A reinvenção será uma necessidade fundamental para os CTT, como foi há uns anos para a PT, quando todos sabíamos que o telefone fixo e as taxas de aluguer estavam condenados à morte. A grande vantagem desta privatização para o país está precisamente aí, o estado vai entregar aos privados a imperativa e impopular necessidade de reestruturação. Reestruturação que englobará previsivelmente cortes na despesa (dispensas) e aumentos de receita (agravamento de tarifas), duas medidas particularmente mal acolhidas quando ocorrem em serviços estatais. É verdade que há uma grande margem de progressão em alguns sectores, nomeadamente na publicidade dirigida, expresso e financeiros, mas dificilmente essas subidas compensarão na totalidade a previsível degradação de receitas no serviço postal. Mas considerando que esta degradação não será demasiado óbvia nos próximos 3-5 anos (tempo mais do que suficiente para a reinvenção), é provável que o seu impacto nesta OPV e no desenrolar da cotação durante o próximo ano seja reduzido. Esse  impacto far-se-á sentir com especial incidência durante o próximo bear market, altura em que todas as más notícias são importantes.Correndo o risco de ser minimalista, se a yield dos CTT se aproximasse dos 5% pagos por alguns dos seus pares a nível mundial, e a alteração fosse apenas provocada pela subida das cotações, isto representaria um price target de 8€. Não me parece um preço absurdo para um bull market, e mesmo que não seja atingido é possível que nos aproximemos dele. Coniderando tudo o que foi dito anteriormente, penso que, podemos partir do princípio que aos preços indicados os CTT provavelmente representam um bom investimento de médio prazo. Respondida a primeira questão, passemos à segunda.Vale a pena comprar via OPV? Tenho dúvidas... Apenas  cerca de 10% das acções serão disponibilizadas a particulares, o que representa um montante de 16 milhões de acções. Estando  o montante máximo de acções subscritíveis fixado nos 25000, bastaria que 640 investidores pedissem este montante para esgotar toda a oferta! A partir daí teremos rateio, um rateio previsivelmente feroz! Olhando  para a OPV da GALP, por exemplo, tivemos um rateio de 49 vezes. Significa isso que quem pediu 49 mil euros de acções apenas recebeu mil euros. No caso da EDPR, já posterior, este rateio foi superior a 80 vezes.Não se espera que neste caso o rateio seja inferior. Esta será a última grande privatização de uma empresa pública lucrativa, muitos serão os que vão tentar aproveitar. Mesmo excluindo os investidores que tiveram fortes perdas na EDPR e que não se meterão noutra aventura semelhante tão cedo, muito dificilmente o rateio será abaixo de 25x. Se me pedissem um número, assim ao estilo das previsões que a Maia faz, apontaria para um rateio pelo menos na ordem das 50x, à imagem do que aconteceu no caso GALP. Se assim fosse, e mesmo pedindo o montante máximo, cada investidor ficaria com pouco mais de 2 mil euros de acções. Para o conseguir, seguindo o exemplo, teria de ser pedido o equivalente a 130 mil euros em acções, montante que não figurará na maioria das contas à ordem dos pequenos investidores. E, entenda-se, nem é necessário se o rateio vier a confirmar-se! Só é necessário ter o montante equivalente à totalidade de acções com que se ficar. Mas, por mais remota que seja, e porque os mercados financeiros não são uma ciência exacta, existe a possibilidade de ficarmos com 130 mil euros a descoberto no dia 4 de Dezembro. E essa possibilidade arrepia-me discretamente... 
Ora, o que faria esse risco valer a pena? A possibilidade de termos um movimento semelhante ao do Twitter ou do Royal Mail, onde se verificou uma abertura em gap up de várias dezenas por cento. Será previsível que tal ocorra no caso dos CTT? Tenho grandes dúvidas, e passo a explicar porquê. Se as cotações abrissem a valorizar 40%, como aconteceu em Inglaterra, o governo ia ser acusado de incompetência contabilística ou, pior ainda, de favorecer deliberadamente os grandes grupos e vender ao desbarato. Por outro lado, se a cotação abrisse em forte queda o governo ia ser acusado de roubo e de querer encher os bolsos às custas dos pequenos investidores. Epá, mas o governo não pode controlar o que vai acontecer no mercado de forma a extrair deste processo o máximo de dividendos políticos, certo? Errado! 
O Governo, num gesto de grande cultura táctica, nomeou um market maker. A JP Morgan terá a seu cargo a missão de evitar oscilações severas das cotações nos primeiros 30 dias de negociação. Se houver forte pressão compradora eles vendem, se a pressão for vendedora eles compram. Esta manipulação assegurará uma flutuação regular dos preços, sem oscilações “à Twitter”. O meu palpite? Quem comprar na OPV ganhará no máximo um prémio de 5% face ao valor de abertura, não sendo seguro que a primeira sessão termine sequer no verde. Veja-se o caso da GALP, que caiu nas duas primeiras sessões de negociação. 
Em jeito de balanço final deixem-me clarificar que comprarei acções dos CTT até ao final do ano. Tem tudo para ser um bom negócio, nem que mais não seja por uma questão de momentum. Se as vou comprar na OPV? Dificilmente, um prémio potencial de 100 ou 150€ não paga as noites mal dormidas que teria desde o dia 25 até ao apuramento do factor de rateio.
 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Particulares podem dar ordem para comprar até 25 mil acções dos CTT

Resolução do Conselho de Ministros que aprovou a privatização dos CTT determina o número máximo de cada ordem de compra por parte dos investidores particulares e trabalhadores da empresa.
Os investidores particulares que pretendem participar na oferta pública de venda dos CTT – Correios de Portugal podem dar ordem para comprar no máximo 25 mil acções da companhia. No caso dos trabalhadores, o número máximo de acções a adquirir por cada um ficou fixado em 2.500.
 Estes números constam na Resolução do Conselho de Ministros que aprova a operação de privatização e que foi publicada na tarde de segunda-feira em Diário da República.
 Tendo em conta estes limites e os preços de venda das acções – entre 4,10 euros e 5,52 euros – um investidor particular irá aplicar no máximo 138 mil euros na OPV dos CTT, isto caso as acções sejam vendidas ao preço máximo e todos os títulos atribuídos. Se as acções forem alienadas ao preço mínimo, o investimento baixa para 102,5 mil euros.
 No caso dos trabalhadores, o investimento máximo será de 13.800 euros, não tendo em conta o possível desconto que poderá ser aplicado nesta tranche (o Governo tinha falado em 5% mas não consta nada sobre esta matéria na Resolução do Conselho de Ministros).
 No documento publicado no Diário da República poucas mais novidades são reveladas, além do que o Governo tinha já anunciado em comunicado, como o preço de venda e a divisão pelas várias tranches.  
 Nada é referido sobre um lote destinado aos pequenos investidores, que nas anteriores operações de privatização beneficiavam de um desconto de 5% face ao preço das ordens dadas pelo público em geral e investidores institucionais.
 No que diz respeito à tranche da venda directa, a resolução esclarece que a Parpública tem a autorização para alienar 74.454.545 acções, ficando reservado um lote suplementar de 9.545.455 acções.
 A soma destas acções perfaz 80% da oferta total, com os restantes 20%, ou 21 milhões de acções, destinadas aos pequenos investidores na OPV. Desta parcela destinada aos investidores particulares, 15.750.000 acções são para o público em geral e 5.250.000 para os trabalhadores.
 
Jornal de Negócios