Com uma subida expressiva da banca, da Mota-Engil e da PT, o principal índice da Bolsa de Lisboa terminou a sessão desta quarta-feira a crescer 1,4%, o que lhe permitiu passar a barreira dos 7000 pontos, fixando um valor máximo desde Julho de 2011.
Num dia sem grandes oscilações nas principais praças do Velho Continente, que encerraram no seu conjunto sem tendência definida, o desempenho da praça portuguesa sobressaiu entre as congéneres europeias. Durante a sessão, o PSI-20 chegou a negociar nos 7066,16 pontos e acabou por fechar nos 7055,27 pontos, com 16 das suas 20 cotadas a ganharem valor face a terça-feira.
A escalada acontece pela sexta sessão consecutiva e explica-se, em parte, pelo crescimento do sector bancário, que tem beneficiado nos últimos dias de uma descida das taxas de juro da dívida portuguesa no mercado secundário.
A maior subida pertenceu ao Banif. Dando continuidade à recuperação das últimas sessões, o banco liderado por Horácio Roque disparou nesta quarta-feira 9,6%, levando as acções aos 0,013 euros.
A valorização do BCP, a segunda maior no sector da banca, de 2,7%, permitiu à instituição encerrar com as acções nos 0,19 euros; já o BPI valorizou-se 1,79%, com os títulos nos 1,418 euros, enquanto o BES cresceu já abaixo de 1%, terminando nos 1,207 euros (mais 0,83% do que na terça-feira).
A valorização do índice ficou ainda marcada pelo desempenho expressivo da Mota-Engil, que cresceu 7,82%. O grupo de construção, o que mais valorizou no PSI-20 em 2013, dá nos primeiros dias deste ano continuidade ao movimento de crescimento, beneficiando da adjudicação de novos projectos em África e na América Latina, em particular, da notícia de entrada no sector mineiro no Zimbabwe.
O entusiasmo estendeu-se à PT, que encerrou com uma valorização de 3,49%, com as acções nos 3,55 euros cada.
Na sessão destacaram-se ainda as empresas do universo EDP. Enquanto a eléctrica liderada por António Mexia cresceu1,67%, para 2,786 euros, a EDP Renováveis, aos comandos de João Manso Neto, valorizou 1,32%, para 4,119 euros.
Esta tarde, já depois do fim das negociações em bolsa, a subsidiária da EDP veio anunciar um novo contrato de venda de energia nos Estados Unidos. Isto no mesmo dia em que o presidente da EDP anunciou um investimento de cerca de 30 milhões de euros anuais até 2016 na rede da região de Leiria.
Em terreno negativo encerraram a EFSG (holding do grupo dono do BES), a Sonae Indústria, a Galp e a Semapa.
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