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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Bolsa cai pela primeira vez em cinco sessões

A bolsa nacional encerrou a sessão a desvalorizar pela primeira vez em cinco dias, com a EDP e a Jerónimo Martins a pressionarem. No resto da Europa a tendência também é de perdas com o índice de referência a desvalorizar mais de 1%.
O índice PSI-20 recuou 0,63% para 6.498,16 pontos, com seis cotadas a valorizarem e 13 a perderem terreno. Uma encerrou inalterada face ao valor de fecho da véspera.
 Entre as principais praças europeias a tendência também é de perdas, com o índice europeu Stoxx 600 a perder 1,43% para 319,45 pontos e a registar a maior desvalorização desde 27 de Agosto.
 Por cá, entre as cotadas que mais pressionaram está a EDP, que desvalorizou 1,70% para 2,725 euros por acção. O banco Goldman Sachs cortou o preço-alvo em 5% para 2,10 euros por acção. A avaliação confere uma perda potencial de 25% aos títulos e justifica a manutenção da recomendação de “vender”.
Já a subsidiária para as energias alternativas, EDP Renováveis, recuou 0,59% para 3,907 euros por acção e a REN, que gere a rede eléctrica nacional, encerrou inalterada nos 2,25 euros.
Também a pressionar esteve a Jerónimo Martins, que depreciou 1,27% para 14,755 euros por título.
A construtora Mota-Engil foi a cotada que mais desvalorizou no índice principal, ao perder 2,12% para 4,581 euros. Ainda assim, a construtora acumula uma valorização de 190%, desde o início do ano, sendo que a cotada registou uma forte valorização nas últimas semanas.
A empresa anunciou a dispersão de capital da sua subsidiária para o negócio em África, que vai ser admitida à cotação em Londres.
O restante sector da construção também negociou em forte alta, nas últimas sessões. A Teixeira Duarte, que não integra o PSI-20 fechou o dia nos 0,93 euros, inalterado face ao valor da véspera. A Soares da Costa, que anunciou a entrada de António Mosquito no seu capital e também chegou a mais do que triplicar o seu valor de mercado, desde o início do ano, também encerrou inalterada nos 0,36 euros.
Pela positiva, destacou-se a Portucel que avançou 1,86% para 2,954 euros. Entre as restantes cotadas do sector, a Altri progrediu 0,32% para 2,528 euros, enquanto a “holding” Semapa encerrou praticamente inalterada ao descer 0,07% para 8,194 euros.
O Banco Comercial Português também encerrou em alta, ao avançar 0,66% para 0,1377 euros. Contudo, recuou do máximo de Setembro de 2011 em que chegou a negociar durante a sessão, ao transaccionar nos 0,14 euros por título.
Já o Banif perdeu 2,11% para 0,0093 euros (0,93 cêntimos) e o BES recuou 0,1% para 1,019 euros. O BPI declinou 0,42% para 1,18 euros.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

BCP atinge máximos de 21 meses e valorização anual de 69%


Banco liderado por Nuno Amado é o quarto que mais sobe este ano no PSI-20 e ocupa a mesma posição no “ranking” dos bancos europeus com melhor prestação em 2013. Capitalização bolsista situa-se perto dos 2,5 mil milhões de euros.
O Banco Comercial Português esteve em destaque na sessão desta quinta-feira na praça portuguesa, com uma valorização de 4,88% para 0,1267 euros. Os títulos chegaram a ganhar perto de 12% para 0,135 euros, o que representa a cotação mais elevada desde Fevereiro de 2012.
 Esta foi a terceira sessão consecutiva de ganhos, sendo que neste período, positivo em geral para todos os mercados accionistas, os títulos avançaram 11,3%, afastando-se cada vez mais da barreira dos 10 cêntimos, em redor do qual os títulos negociaram durante muito tempo.
 Esta subida surge sem que tenham sido divulgadas notícias recentes que justifiquem uma valorização tão expressiva das acções. “Nos últimos movimentos de recuperação dos bancos portugueses, o BCP tem ficado um pouco para trás, o que explica que agora também valorize mais”, explicou ao Negócios um operador de sala de mercados que preferiu não ser identificado.
 A sessão se hoje foi também positiva para os restantes bancos portugueses. O BES ganhou 1,29% para 1,023 euros, o BPI subiu 0,09% para 1,176 euros e o Banif ganhou 8,45% para 0,0077 euros.
 “Não há notícias relevantes que expliquem esta recuperação dos bancos, é um movimento do sector a nível europeu e também espanhol. Os bancos europeus têm estado a recuperar”, adiantou outro operador contactado. O índice do sector europeu da banca ganhou 0,85%.
 
 
BCP é o quarto que mais sobe na Europa
 
Após a subida nas últimas três sessões, o BCP elevou o ganho anual para 68,93%, o que coloca o banco no quarto lugar das cotadas do PSI-20 com melhor prestação em 2013. Mota-Engil (192,92%), Zon Optimus (79,46%) e Sonaecom (70,97%) apresentam valorizações anuais mais expressivas.
 No ranking das maiores subidas em 2013 entre os bancos europeus, o BCP também ocupa o quarto lugar. No Stoxx Banks só Bank of Ireland, Bankinter e Natixis registam ganhos superiores.  
 O BCP apresenta agora uma capitalização bolsista de 2,49 mil milhões de euros, ocupando o oitavo lugar no ranking das cotadas portuguesas mais valiosas.
 Em Outubro as acções subiram 14,78% e preparam-se para fechar Novembro com o terceiro mês consecutivo de ganhos.
 A diminuição dos prejuízos nos primeiros nove meses do ano e a venda da participação na unidade grega, bem como o alívio nos juros da dívida pública portuguesa justificam este comportamento positivo do BCP nos últimos meses.
 
Jornal de Negócios

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Particulares podem dar ordem para comprar até 25 mil acções dos CTT

Resolução do Conselho de Ministros que aprovou a privatização dos CTT determina o número máximo de cada ordem de compra por parte dos investidores particulares e trabalhadores da empresa.
Os investidores particulares que pretendem participar na oferta pública de venda dos CTT – Correios de Portugal podem dar ordem para comprar no máximo 25 mil acções da companhia. No caso dos trabalhadores, o número máximo de acções a adquirir por cada um ficou fixado em 2.500.
 Estes números constam na Resolução do Conselho de Ministros que aprova a operação de privatização e que foi publicada na tarde de segunda-feira em Diário da República.
 Tendo em conta estes limites e os preços de venda das acções – entre 4,10 euros e 5,52 euros – um investidor particular irá aplicar no máximo 138 mil euros na OPV dos CTT, isto caso as acções sejam vendidas ao preço máximo e todos os títulos atribuídos. Se as acções forem alienadas ao preço mínimo, o investimento baixa para 102,5 mil euros.
 No caso dos trabalhadores, o investimento máximo será de 13.800 euros, não tendo em conta o possível desconto que poderá ser aplicado nesta tranche (o Governo tinha falado em 5% mas não consta nada sobre esta matéria na Resolução do Conselho de Ministros).
 No documento publicado no Diário da República poucas mais novidades são reveladas, além do que o Governo tinha já anunciado em comunicado, como o preço de venda e a divisão pelas várias tranches.  
 Nada é referido sobre um lote destinado aos pequenos investidores, que nas anteriores operações de privatização beneficiavam de um desconto de 5% face ao preço das ordens dadas pelo público em geral e investidores institucionais.
 No que diz respeito à tranche da venda directa, a resolução esclarece que a Parpública tem a autorização para alienar 74.454.545 acções, ficando reservado um lote suplementar de 9.545.455 acções.
 A soma destas acções perfaz 80% da oferta total, com os restantes 20%, ou 21 milhões de acções, destinadas aos pequenos investidores na OPV. Desta parcela destinada aos investidores particulares, 15.750.000 acções são para o público em geral e 5.250.000 para os trabalhadores.
 
Jornal de Negócios