Resolução do Conselho de Ministros que aprovou a privatização dos CTT determina o número máximo de cada ordem de compra por parte dos investidores particulares e trabalhadores da empresa.
Os investidores particulares que pretendem participar na oferta pública de venda dos CTT – Correios de Portugal podem dar ordem para comprar no máximo 25 mil acções da companhia. No caso dos trabalhadores, o número máximo de acções a adquirir por cada um ficou fixado em 2.500.
Estes números constam na Resolução do Conselho de Ministros que aprova a operação de privatização e que foi publicada na tarde de segunda-feira em Diário da República.
Tendo em conta estes limites e os preços de venda das acções – entre 4,10 euros e 5,52 euros – um investidor particular irá aplicar no máximo 138 mil euros na OPV dos CTT, isto caso as acções sejam vendidas ao preço máximo e todos os títulos atribuídos. Se as acções forem alienadas ao preço mínimo, o investimento baixa para 102,5 mil euros.
No caso dos trabalhadores, o investimento máximo será de 13.800 euros, não tendo em conta o possível desconto que poderá ser aplicado nesta tranche (o Governo tinha falado em 5% mas não consta nada sobre esta matéria na Resolução do Conselho de Ministros).
No documento publicado no Diário da República poucas mais novidades são reveladas, além do que o Governo tinha já anunciado em comunicado, como o preço de venda e a divisão pelas várias tranches.
Nada é referido sobre um lote destinado aos pequenos investidores, que nas anteriores operações de privatização beneficiavam de um desconto de 5% face ao preço das ordens dadas pelo público em geral e investidores institucionais.
No que diz respeito à tranche da venda directa, a resolução esclarece que a Parpública tem a autorização para alienar 74.454.545 acções, ficando reservado um lote suplementar de 9.545.455 acções.
A soma destas acções perfaz 80% da oferta total, com os restantes 20%, ou 21 milhões de acções, destinadas aos pequenos investidores na OPV. Desta parcela destinada aos investidores particulares, 15.750.000 acções são para o público em geral e 5.250.000 para os trabalhadores.
Jornal de Negócios

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