terça-feira, 19 de novembro de 2013

Os 15 pontos essenciais da entrada em bolsa dos Correios

O Económico preparou um guia para os pequenos investidores com as questões mais relevantes sobre a privatização dos CTT. 
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Quando posso comprar acções?A partir de hoje já pode, junto do seu banco, dar ordem de compra sobre as acções dos CTT. O período para comprar acções termina a 2 de Dezembro. As ordens têm de ser expressas em múltiplos de 10 acções.
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As ordens são revogáveis?As ordens de compra poderão ser revogadas até quatro dias antes do fim do prazo da oferta, por comunicação ao intermediário financeiro que as recebeu. Ou seja, são revogáveis até ao dia 26 de Novembro de 2013, inclusive.

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Quantas acções poderei comprar? No âmbito da OPV cada investidor individual não poderá adquirir mais de 25 mil títulos dos CTT.
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Qual é o preço?O intervalo indicativo de preços oscila entre 4,10 e 5,52 euros.

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Quando se saberá o preço definitivo?O preço final deve ser conhecido a 4 de Dezembro. A determinação do preço final cabe ao Governo, que tomará uma decisão com base em vários factores, nomeadamente a procura por acções dos CTT.

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Posso vender quando quiser?Sim, com excepção das acções adquiridas pelos s trabalhadores dos CTT, que ficam indisponíveis por um prazo de 90 dias. As acções adquiridas por funcionários só podem ser transaccionadas a partir de 5 de Março. 

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Haverá rateio?Se a procura exceder a oferta haverá rateio. Quem subscrever acções até 25 de Novembro ficará em vantagem porque beneficiará de um coeficiente de rateio superior, em 100%, aos investidores que só derem ordens entre 26 de Novembro e 2 de Dezembro.

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Quando será a estreia em bolsa?A primeira sessão dos CTT em bolsa deve acontecer a 5 de Dezembro.

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Os trabalhadores têm desconto?Sim, as ordens de compra apresentadas no âmbito do lote reservado aos Trabalhadores dos CTT beneficiam de um desconto de 5% sobre o preço da Oferta Pública de Venda.

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Os CTT dão lucro?Nos primeiros nove meses do ano os CTT alcançaram um resultado líquido de 45,2 milhões de euros, mais 27,7% do que no período homólogo, quando os lucros somaram 35,4 milhões de euros. O aumento de lucros conseguido através da diminuição de custos, já que as receitas caíram ligeiramente, de 529,3 milhões de euros em Setembro de 2012 para os actuais 520 milhões.

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Os CTT pagam dividendos?Sim. Nos últimos dois anos a empresa entregou ao Estado mais de 90% do seu lucro sob a forma de dividendos. Para 2014 prevê-se a distribuição de 60 milhões de euros pelos accionistas em dividendos. E nos anos seguintes os CTT contam "pagar dividendos aos seus accionistas que representem, pelo menos, 90% do lucro distribuível". A empresa avisa contudo que "esta política de dividendos poderá ser alterada no futuro".

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O Estado vai deixar de ser accionista?Não. Após a privatização o Estado manterá uma participação de, pelo menos, 30%.

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Quais os riscos de investir na OPV dos CTT?Há vários riscos e de diversa ordem. Em termos económicos, os CTT estão muito associados a Portugal, onde prestam cerca de 90% das suas vendas e serviços. Nesse sentido, um eventual novo corte de ‘rating' a Portugal terá impacto na empresa. Há também riscos inerentes ao próprio negócio dos CTT. A alteração nas tendências de comunicação deve continuar a provocar uma diminuição do tráfego de correio. O facto de quase 40% dos rendimentos operacionais dos CTT derivar de apenas 20 clientes é também um risco. Leia,
no prospecto da oferta, entre as páginas 52 e 61, todos os riscos associados a investir na OPV.
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Já existiram IPO de empresas europeias de correios este ano?Sim, a belga bpost e a britânica Royal Mail entraram em bolsa em Outubro deste ano e lideram mesmo os ganhos entre as 50 empresas que compõem o índice Bloomberg European IPO. A bpost avança 15% desde 10 de Outubro, enquanto a Royal Mail ganha 68% no mesmo período.

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As últimas OPV deram lucro aos investidores?A maioria dos investidores que participou nas OPV em Portugal e ainda conserva as suas acções estão a perder dinheiro. É o caso de quem investiu na REN, em 2006, cujas acções foram colocadas a 2,75 euros, estando hoje a perder 16,6%. Também quem participou na dispersão da EDP Renováveis em bolsa, em 2008, perde ainda 49,6%, face aos oito euros iniciais das acções. Já quem investiu na Galp, em 2006, cujas acções foram então avaliadas em 5,81 euros, ganha agora 108,5%.
 
O Económico

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