A Bolsa de Lisboa terminou a última sessão da semana em terreno positivo, a contraria a tendência de perdas registada pelas principais praças europeias, suportada pelas ações do sector financeiro e dos pesos-pesados.
Na Europa, as principais praças terminaram com quedas que oscilaram entre os 0,1% da bolsa francesa e os 0,4% do índice italiano, enquanto que, no outro lado do Atlântico, as praças norte-americanas seguem em terreno positivo.
Os mercados acionistas europeus fecharam a recuar apesar da melhoria das perspectivas da dívida espanhola por parte da agência de rating Standard and Poor's, bem como da queda do desemprego na zona euro no mês passado, num dia marcado pelo arranque do período de vendas da época natalícia, que fez disparar as ações das retalhistas, sobretudo, as norte-americanas.
O PSI 20 terminou a valorizar 0,47% para os 6.537,77 pontos, com 16 cotadas em alta e apenas 3 no vermelho.
A impulsionar a praça lisboeta estiveram as ações da banca, com o BCP a disparar 2,8%, acompanhado pelo BPI que ganhou 0,9%, e pelo BES que subiu 0,7%.
Igualmente a suportar o índice nacional estiveram os títulos com maior peso, com a Galp Energia e a EDP a crescerem ambas 0,4%, seguidas pela Jerónimo Martins que progrediu 0,1%
Dinheiro Vivo
1 comentário:
O BCP tem sido uma das estrelas do PSI-20 nos últimos dois dias, acumulando já um ganho de 10% desde então. Este arranque foi motivado pela quebra da zona de resistência, que perdurava há praticamente dois anos! Como tive oportunidade de referir na última análise que lhe foi feita, em Agosto deste ano, uma quebra desta resistência far-me-ia ficar positivista numa perspectiva de longo prazo.
Apesar de a recuperação iniciada no final do ano passado ter provocado já a duplicação do valor da cotação, até aos 36 cêntimos não existe qualquer resistência de relevo! É essa falta de resistências, aliada à forte quebra de ontem, ao pico de volume e à falta de popularidade ainda associada ao BCP que me leva a estar cada vez mais confiante no médio/longo prazo deste título.
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